Re: Uso del pasto King GrassSrs. comerciantes de
Maralfalfa,
Por vavor parem de vender mentiras aos produtores rurais! Os srs. estão sendo muito desonestos com uma classe que já sofre com baixas remunerações por seus produtos, e carecem de informações corretas e técnicas eficazes para maximizar seus lucros.
Vamos fazer uma análise rápida:
01 ha de
Maralfalfa, muito bem adubado, pode produzir 50 toneladas de matéria seca por ano, isso equivale a 417 toneladas de massa verde cortado com 50 dias e 12 porcento de MS! Pois bem, essa produção vamos dizer que se dê na base de 6 cortes ano, ou seja um corte à cada 50 dias ( estou sendo generoso, já que no período frio e seco o crescimento fica muito afetado ), com um rendimento de 8333 kg/MS/ha muito bem, este rendimento tem que ser dividido por 50 dias que é o intervalo entre um corte e outro, o que dá 166 kg/MS/dia e já que uma vaca de leite de 450 kg de peso vivo ( 1 UA - unidade animal ) consome pelo menos 10kg de MS ( matéria seca ) por dia, se vê que a quantidade de forragem produzida é o suficiente para manter somente 16,6 vacas por dia! O milagre que vocês estão querendo vender não resiste a uma simples conta matemática!
Há um sério erro de redação no artigo Pasto Maralfalfa: Mitos y Realidades - do Dr. Héctor ( o qual já o informei e ele concorda ) que leva a uma interpretação errada sobre o valor nutricional do
Maralfalfa com o passar do tempo:
Tanto la MS degradada en el rumen (MSDR) (17.32) como la PC degradable en rumen (PDR) (48.15) fueron más bajas que los valores reportados para otras forrajeras. Con el avance en la edad de rebrote, se apreció un incremento en la MSDR con la consecuente reducción en la MSNDR en tanto que la PDR mostró una reducción a los 90 días.
Como se pode ver, em uma forrageira o que tem valor nutricional está contido na MS ( pois o resto é água ), e o pasto
Maralfalfa apresenta baixos valores de MS mesmo em idade de 50 dias, quando a qualidade nutricional seria maior... como se pode ver no artigo, sua MSDR ( matéria seca degradável no rúmem ) é mais baixa que em outras forrageiras.
E o erro de redação está quando se coloca que a MSDR aumenta com a idade e que a MSNDR ( matéria seca não degradável no rúmem ) diminui, quando na verdade o que acontece é justamente o contrário! Ou seja, com o aumento da idade a digestibilidade deste pasto cai bastante ( o que é comum a todas gramíneas tropicáis, exceto a cana de açucar, que tem seu valor nutricional aumentado ) caindo também a fração de proteína!
Belo pasto este
Maralfalfa heim??? Quando a qualidade ( digestibilidade, energia e proteína ) está alta ele apresenta baixa MS, ou seja muita água! A MS do
Maralfalfa aos 50 dias esta em torno de 11 ou 12 porcento e como uma vaca consegue ingerir cerca de 10 porcento de seu peso vivo em forragem fresca ( verde ), um animal de 450 kg ( 01 UA ) ingeriria 45 kg de
Maralfalfa fresca porém também é sabido que este mesmo animal tem a capacidade de ingerir 2,5 porcento de seu peso vivo de MS de uma forragem de boa qualidade, o que daria 9 kg de MS, porém com a ingestão de 45 kg de
Maralfalfa fresca o animal na verdade só está ingerindo 5,4 kg de MS, pois o resto é água... ou seja, o animal pode até comer bem e gostar do
Maralfalfa, mas mesmo enchendo o rúmem com 45 kg deste pasto, ainda estará com um déficite potencial de ingestão de MS da ordem de 3,6 kg de MS!!! É por este motivo que alguns produtores ruráis relatam baixos desempenhos de seus animais quando alimentados com
Maralfalfa fresco!
Sejamos sinceros: plantar um pasto de corte para alimentar o gado mas ter que cortar este pasto com 24 ou 48 horas de antecedência ao fornecimento para deixá-lo emurchecer para concentrar os nutrientes ( aumentar a MS ) e não provocar diarréia nos animais? ! Com todo este trabalho é preferível plantar um cynodon ( bermuda ou estrela ) ou alfafa e fenar, pois o valor nutricional será bem maior!!!
Senhores produtores abram os olhos e vejam os fatos e não se deixem enganar pelo canto de sereia dos comerciantes, que afirmam mil maravilhas sobre este pasto, mas que não se concretizam na prática do dia a dia das propriedades ruráis!
Cordialmente,
Hélio Cabral Jr