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Bovinos lecheros - DDGS en dietas, Escribe H. Ramirez Ramirez - 12/22/2008
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Proyectos en ganadería lechera
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miller joane naranjo betancur
Colombia
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  17/04/2002
Proyectos en ganadería lechera

Que tengan buen día. Paso a decirles que me interesarían los proyectos sobre producción de leche, para incorporarlos en una labor donde el campesino haga parte de ella, con el fin de ayudar a un buen desarrollo en el campo agrario.
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cabraljr
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  22/08/2004
Re: Proyectos en ganadería lechera

Vamos desvendar alguns mitos e veremos que a realidade é talvez até um pouco melhor!
Com relação ao "histórico" apresentado pelo zeloso moderador sr. Elkin Montoya, este não resiste a uma leitura mais atenta: cruzar pennisetum com paspalum, sinceramente... e olha que são duas GRAMÍNEAS C-4, e mesmo assim não se consegue tal hibridação! Aí seguem as maravilhas da bio-engenharia e cruza-se o suposto híbrido com outra gramínea nativa, a guaratara (pouco produtiva e de teor protéico baixo); mas não para por aí, então vem o feito supremo da engenharia genética (que se não valeu em 1969 (?) deveria valer neste ano de 2005 o Nobel de biologia ao tal padre): cruzar este "FRANKENSTEIN GRAMINEO" com uma leguminosa (grupo C-2)!!!!!!
Ou este padre era o maior santo da Colombia, ou o maior geneticista/biólogo das américas ou o maior MENTIROSO do mundo!!!!!!!
Quando estive o ano passado na Embrapa gado de Leite, que tem o maior acervo de germoplasma de capim-elefante das américa latina, os PHDs da Embrapa riam à gargalhadas sobre as historias deste capim! Na verdade é um penissetum purpureum do genótipo classificado como do grupo dos napiers (avaliação genética); aqui no Brasil é conhecido por gramafante ou king grass, dependendo da região. É superior em produção de matéria seca a capins elefante bem difundidos como o cameroon e o roxo (mott), merker, etc. Tem teor de protéina superior ao cameroon e merker mas inferior ao roxo (da ordem de 10,5 a 12 % na materia seca aos 60 dias). Indices de 17% são atingidos nas folhas de plantas aos 30/35 dias, porém a materia seca está tão baixa que se recomenda seu PASTEJO com 40/45 dias com proteina em torno de 15% mas maior produção de materia seca. Apresenta alto índice de perfilhamento, caracteristica desejável, e suporta bem o pisoteio, alem de ter uma palatabilidade boa.
Em um solo leve, corrigido, com adubação na ordem de 700kg de N/ha/ano parcelada pós cortes e irrigação ou regime hídrico bem distribuido, pode chegar sim a produzir 70 toneladas de materia seca ha/ano (sobre regime de corte a 40cm do chão).
Como se pode ver, a realidade sobre este capim não tem nada de miraculosa, e é talvez melhor do que as lendas (ou fantasias) em torno dele.
Quem quiser um capim elefante com um teor mais elevado de proteina pode optar por um híbrido (VERDADEIRO) de pennisetum purpureum X pennisetum glaucum (milheto), produzido aqui no Brasil pela empresa Matsuda, chamado Paraíso, que é reproduzido por SEMENTES, sua grande vantagem, tem teor de proteina aos 60 dias em torno 13,5% e produz sob uma adubação de 200 kg de N/ha/ano algo em torno de 37 toneladas de materia seca (pode ser mais ou menos que isso dependendo dos fatores edafoclimáticos/solo). Porém, sua palatabilidade não é tão boa como a maioria dos capins elefantes, floresce intensamente com fotoperiodos menores (o que é uma grande desvantagem) e não aceita cortes a intervalos de 60 dias abaixo de 50 cm do solo, sob pena de perda de perssistência em 12 a 18 meses!
Espero ter sido de alguma ajuda. Cordialmente,

Helio Cabral Jr
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cabraljr
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  23/08/2004
Re: Proyectos en ganadería lechera

Uma coisa que muito me surpreende, é que tenho visto em vários anúncios na internet de venda de "semillas" (estacas ou colmos inteiros) de pasto Maralfalfa (gramafante/king grass)! Isso porque aqui no Brasil não se compra mudas de nenhuma cultivar de capim elefante (a não ser as sementes (verdadeiras sementes) da cultivar Paraíso, que é um híbrido como já mencionei), porque basta solicitar a qualquer produtor rural algumas mudas (colmos de plantas com mais de 150 dias de crescimento de preferência) e a partir destas se faz um viveiro à campo; cada 10 metros quadrados de capineira cortados com mais de 150 dias de crescimento, dá para plantar 100 metros quadrados de canteiros (2 colmos inteiros, sem as folhas, cruzando ponta e cabeça, como a cana de açucar). O esparçamento ideal para regime de corte é de 0,8 a 1 metro entre linhas e para pastejo direto é de 0,45 a 0,5 metro entre linha.
Espero ter sido de alguma ajuda. Cordialmente,

Helio Cabral Jr
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cabraljr
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  07/10/2004
Re: Proyectos en ganadería lechera

Caros amigos,

Produzir leite é uma atividade trabalhosa, mas que ao contrário do que a maioria daqueles envolvidos com tal atividade diria, pode ser muito lucrativo; aliás, uma das mais lucrativas atividades do agronegócio!
A primeira coisa que devemos nos dar conta quando nos decidimos pela produção leiteira, é que nos encontramos em uma região TROPICAL, e com excessão daqueles que se encontram em regiões de altitude elevada, com climas amenos, a nossa realidade é de um clima quente e úmido, com uma estação seca por vezes bem definida e algo prolongada.
A primeira constatação que fazemos é que nestas regiões, animais especializados na produção leiteira, como holandeses, pardo-suiços e gerseys para expressar o máximo de suas capacidades produtivas, demandam uma "adaptação" do ambiente, de forma a lhes proporcionar conforto térmico, alimentos de alta qualidade e nível sanitário impecável em termos de ecto e endoparasitas; todo produtor sabe disso e sabe como resolver, porém o problema é o alto custo para se atingir isto, mas que uma vez atingido resulta em alta produtividade, mas a um custo também muito alto, o que faz com que a LUCRATIVIDADE seja uma margem bem pequena, ganhando-se no volume de produção, mas se algum imprevisto ocorrer... lá se vai todo o lucro e o negócio se inviabiliza!
Mas se eu havia afirmado que poderia ser uma atividade bem lucrativa, como pode ser com o exposto acima?
Simples, ao invés de adaptarmos o ambiente ao animal ( extremamente caro e difícil manutenção ), utilizamos um animal mais adaptado às condições de clima, alimento e parasitas: a fêmea F1 leiteira, resultante do cruzamento da raça mais provada e testada para leite, que é o holandês ( holstein ) com a raça mais adaptada aos trópicos, o zebu ( preferencialmente o gir ou o guzerá leiteiros ). Este "sistema" ainda apresenta uma vantagem extra, que são as crias desta fêmea, que mostram grande aptidão para produção de carne, caso se faça um acasalamento com touros zebus especializados para tal ( nelore, guzerá, brahman, tabapuã, etc ), gerando uma grande fonte de receita além do leite, já que esta bezerrada é muito valorizada pelos invernistas compradores de bezerros.
O único problema deste sistema é a oferta de fêmeas F1 de reposição, já que as tentativas de se fazer na própria propriedade as novilhas de reposição, voltando o holandês sobre a F1 e depois voltando o zebu nesta fêmea 3/4, não resultam em produtos de relação custo/benefício tão bom quanto as F1; hora se ganha no leite e se perde nos custos com animais de grau de sangue acima de 50% holandês, ou se tem um animal mais rústico e de menor custo de manutenção mas com menor produção leiteira ( grau de sangue zebu maior que 50% ).
Deve-se haver uma especialização na cadeia produtiva, como é feito na suinocultura ou na avicultura ( frango ), onde há o produtor especialista em produzir as matrizes de reposição ( F1 ).
Por que este sistema é mais lucrativo? Porque se produz leite a pasto, a forma mais barata de se nutrir um rebanho, com pouca ou nenhuma suplementação ( a não ser no período seco quando as forrageiras tropicais não produzem bem ), economia no manejo sanitário já que os animais são mais resistentes e o fator climático não é limitante.
É verdade que estes animais produzem menos leite, algo em torno de até 4500 kg por lactação ( potencial, mas há animais produzindo até 15000kg/lactação ) isto somente a pasto, com pequena suplementação, o que faz com que a lucratividade por área seja bem interessante - devemos parar de nos preocuparmos com produções por animal, e sim com produções por área, kgs de leite por ha ( hectare ) por ano!
Temos de ter pastos de qualidade, qualidade genética dos animais e manejo correto para alcançarmos estas metas! Mas estes procedimentos são muito mais fáceis e baratos de se implementar, do que se adaptar o ambiente ao animal, além da LUCRATIVIDADE ser bem maior ( ou seja a relação do que se investe, com o retorno; o dinheiro que vai para o bolso no fim do mês ).
Espero ter contribuído de alguma forma com os companheiros produtores ou que desejam se tornar produtores.
Cordialmente,
Hélio Cabral Jr
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pedro moises astuvilca jurado
Productor Lechero
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  18/11/2004
Re: Proyectos en ganadería lechera

la ganaderia lechera es un proceso de mucha dedicacion y cuidado es decir, debemos tener una especial concideracion el medio ambiente y las caracteristicas de la raza y es menester tener en cuenta la fragilidad y exelente calidad del ganado holstein , en mi caso es un animal que me da exelentes resultados bajo un estricto regimen de alimentacion y cuidado y en cuanto a su precocidad materna es exelente un tanto delicados en cuanto a aclimatacion y sanidad animal pero con dedicacion, prevencion y mucho esmero es una gran alternativa, suerte amigos que se inician en la cria de estos bellisimos y utiles animales, escribenme por favor, ....ATTE. pedro
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