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Pleuroneumonia: Relato de caso |
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Autor: Dr Luiz Eduardo Ristow, Méd. Veterinário, Lygia Grazielle C. Silva, Estagiária de Med. Vet.
Data de publicação: 11/12/2006
Descrição da granja
O gerente responsável por uma granja comercial de ciclo completo com 350 matrizes, localizada no centro-oeste de Minas Gerais, observou nas ultimas duas semanas do mês de julho, casos de mortes abruptas em animais terminados. O histórico da granja demostrava que a seis meses atrás, ocorreram surtos de pneumonia enzoótica e alguns casos de rinite atrófica em animais da creche. Neste período, o Veterinário introduziu ao esquema de vacinação da granja a vacinação contra pneumonia enzoótica e rinite atrófica. Além de mudanças no esquema de vacinação, a formulação das rações foram mudadas a poucos meses,com alteração de sua composição (matéria Prima). A limpeza das instalações da terminação é realizada apenas na saída dos lotes. Manejo foi adotado para prevenir problemas de casco que eram causados pela lavagem diária das baias.
Primeira Observação de casos
Durante a manhã, ao realizar a vistoria cotidiana, o gerente observou em duas baias da terminação, alguns animais apáticos, que respiravam com dificuldade e possuíam secreção nasal sanguinolenta. Logo pela tarde, ao percorrer novamente o setor, observou dois animas mortos no fundo das baias. Chamou o funcionário responsável pelo manejo da terminação e pediu que este observasse com atenção, ao tratar dos animais, possíveis modificações de comportamento e sinais de dificuldades respiratórias. Pediu que retirassem os animais mortos das baias e resolveu abrir um deles, observou extensas áreas escuras e aderências nos pulmões. O gerente não se preocupou muito com as lesões encontradas, pois no decorrer da semana não apareceram novos casos e metade dos animais terminados foram vendidos ao frigorífico.
Ao receber reclamações do frigorífico, que relatava a morte de muitos animais durante o transporte, lesões pulmonares seguidas de aderência e baixa qualidade de carcaça, o gerente resolveu ligar para o Veterinário responsável para informar o ocorrido. O Veterinário, suspeitando da efetividade da vacina autógena preventiva para rinite utilizada na granja, pediu que o gerente sacrificasse um animal suspeito e enviasse a cabeça para o laboratório com o pedido de necropsia das conchas nasais e isolamento bacteriano, além da coleta de sangue de alguns animais para testes sorológicos de identificação do nível de anticorpos para proteção vacinal.
Após uma semana, os resultados laboratoriais indicaram a presença de anticorpos vacinais e negaram a presença de lesões características de rinite atrófica e isolamento do agente etiológico.
Segunda Observação de casos
Preocupado com as altas taxas de mortalidade da terminação, o gerente mandou chamar o Veterinário com urgência. Logo ao chegar a granja, o Veterinário analisou o resultado dos exames, descartando a possibilidade de rinite atrófica. Os índices zootécnicos indicaram uma alta taxa de mortalidade, aumento da conversão alimentar e diminuição acentuada de peso de alguns lotes entre a idade de 85 a 90 dias. Constatou que a troca das formulações da ração, foi a única modificação de manejo ocorrida nos últimos meses.
Ao percorrer a terminação, observou a sujeira da lâmina d’água, alta densidade e falta de higiene das baias. Os lotes apresentavam-se desuniformes e alguns suínos estavam apáticos e poucos apresentavam secreção nasal e dificuldade respiratória. Haviam animais ofegantes, que respiravam rapidamente, apresentavam cansaço quando induzidos a movimentações bruscas. Em três baias haviam suínos mortos, todos apresentavam mucosas pálidas. Desconfiado de sérios problemas respiratórios, o Veterinário decide necropsiar alguns animais e retirar o sistema respiratório para enviar ao laboratório. Ao abrir a cavidade torácica as lesões observadas foram as seguintes: extensas áreas escuras no pulmão, líquido serosanguinolento entre os lobos pulmonares e inflamação pleural com presença de tecido fibrinoso. Foram feitas novas coletas de sangue para realização de exames sorológicos. No mesmo dia, o Veterinário enviou as amostras bem acondicionadas ao laboratório, e orientou medicação via IM para os animais que apresentavam sinais clínicos.
Resultado dos exames laboratoriais:
Necropsia pulmonar: hepatização pulmonar, edema interlobular, pleurite fibrinosa . Sugestivo de pneumonia fibrinosanguinolenta acompanhada de necrose e hemorragias extensas.
Isolamento bacteriano: Presença de Actinobacillus pleuropneumoniae em amostras de pulmão.
Teste de Elisa: positivo para Actinnobacillus pleuropneumoniae.
Ao receber os resultados o Médico Veterinário confirmou sua suspeita de que os animais apresentavam Pleuropneumonia, ocasionada pela baixa de imunidade determinada por stress alimentar.
Comentários
A pleuropneumonia é uma doença respiratória causada pela bactéria Actinobacillus pleuropneumoniae. A virulência desta bacteria é determinada por vários sorotipos. Os suínos afetados apresentam lesões pulmonares crônicas que levam aos seguintes sinais clínicos: dispnéia, tosse, febre, corrimento nasal, diminuição de apetite e consequente perda de peso. A infecção pode ser aguda, causando morte em 24 a 48 horas, e as taxas de mortalidade podem chegar a 50%.
Os animais sadios se infectam por contato direto com animais portadores, que fazem a manutenção da doença no meio. Geralmente os surtos de pleuropneumonia estão associados a baixa de imunidade determinada por situações de stress, no nosso exemplo a questão nutricional.
A medida preventiva mais eficaz é a vacinação dos animais. A vacina utilizada pode ser específica para o sorotipo que acomete a granja ( vacina autôgena) ou contra os sorotipos mais frequentes . Tal procedimento reduz as manifestações clínicas graves e a mortalidade causada pela doença.
| Esquema de vacinação adotado por algumas granjas: |
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Leitões |
1º dose aos 28 dias de idade 2º dose aos 50 dias de idade |
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Porcas |
1º dose aos 70 dias de gestação 2º dose aos 90 dias de gestação |
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Machos |
Vacinação anual |
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Reposição |
À chegada na granja e 02 semanas após. |
OBS.: O programa vacinal deve considerar as características específicas da granja. Trabalho publicado na Revista Porworld
Autor: Dr Luiz Eduardo Ristow, Méd. Veterinário, Lygia Grazielle C. Silva, Estagiária de Med. Vet.
Data de publicação: 11/12/2006
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DISCUSSÃO SOBRE ESTE ASSUNTO.

| 24/11/2007 |
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guilherme leonidas Tecnico Comercial/ Minas Gerais - Brasil |
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Já presenciei varios caso como esse , alem da vacinação recomendei a um tratamento com choque nas fase de 36 A 49 dias de vidas Clotetraciclina +Sulfa + Trimetropim .
Aos 70 a 80 dias usamos Josamicina + Dociclina e repetimos aos 110 a 117 dias.
Conseguimos um otímo resultado.
Guilherme L. Faria Tecnico da Evimix nutrição animal. |
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| 28/06/2008 |
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guilherme leonidas Tecnico Comercial/ Minas Gerais - Brasil |
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Conforme o Sr. Guilherme L Faria Tecnico da Evimix ,gostei da sua opnião e foi ultado este manejo de tratamento para micoplasma e tive bons resultado na minha granja que atualment está com 450 matrizes.
Gostaria entra em contato com este profissional da suinocultura.
Paulo Henrique. |
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ENGORPART P 20090109
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