Peletes - dureza e a durabilidade Queria perguntar porque quando fala da percentagem de finos, não os relaciona com os parâmetros durabilidade e dureza?
È sabido que este dois factores, e em especial a durabilidade tem grande influência na quantidade de finos no produto final. Aliás estes dois parâmetros devem ser constantemente analisados no processo de fabrico e ajustados consoante o tipo de alimento a espécie e a idade a que se destinam. Porque, por exemplo, para uma ração de leitões de iniciação a dureza do produto é diferente da dureza de uma ração para reprodutores, no caso concreto, a ração de leitões deve ser de dureza branda, mas com um bom grau de durabilidade.
Existem diferentes métodos para avaliar a dureza e a durabilidade das peletes.
No que se refere a temperatura de granulação, em granuladoras convencionais dificilmente conseguirá atingir temperaturas acima dos 80ºC bem como é quase improvável que consiga alguma gelatinização do amido.
Em rações com valores de proteína bruta acima dos 17 e amido acima dos 35, com temperaturas de granulação a partir dos 65ºC corre o risco de obter reacções indesejadas, sendo a mais comum a reação do escurecimento.
Por exemplo em rações de leitões pré-starter a temperatura de granulação não ser superior a 62ºC.
Penso que o efeito que a granulação tem sobre o controlo de microrganismos não é assim tão efectivo tendo em consideração a relação tempo/temperatura.
Aliás se o processo de arrefecimento for mal conduzido, o que por vezes acontece, estamos a potenciar o risco de contaminações microbiologicas, especialmente de fungos. Um arrefecimento inadequado traduz-se por aumentos no teor de humidade no grão bem como na água disponível (aw) para o crescimento microbiano. Além disso pode trazer problemas no manuseamento do produto nos silos, como no caso da ração que fica agarrada dentro dos silos.
De facto o processo de granulação é um processo muito complexo que se não for bem conduzido dará origem a produtos menos eficientes e de pior qualidade quando comparados á ração farinada.
Mais vale uma ração farinda que uma ração mal granulada. E uma ração mal granulada não se avalia só pela quantidade de finos, mas por uma séries de factores, alguns deles já falados.
Por último queria só mencionar que existem dois conceitos que são o FORMULA PELLET QUALITY FACTOR – FPQF –, e o FORMULA PRESS CAPACITY FACTOR – FPCF –. Estes dois parâmetros devem ser tidos em conta no momento da formulação das dietas pois dão uma ideia aproximada de como vai a fórmula se comportar em termos de granulação. Estes 2 parâmetros tentam avaliar a qualidade do grão em termos de dureza e a taxa de fluidez do alimento pela matriz de granulação.
Existe uma escala de 0 a 10 que classifica as várias matérias-primas.
Por exemplo o trigo tem um valor de FPQF de 8 enquanto que o Corn glúten feed tem um valor próximo dos 4.
Existem muitos factores que podem e devem ser controlados antes durante e depois do processo de granulação. |
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