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Desafios para acabar com a Coccidiose Suína

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Autor: César Valandro – Médico Veterinário, Uniquímica

Data de publicação: 11/07/2006


Definição:

Doença entérica que acomete os leitões, principalmente entre 5 a 15 dias de idade, provocando diarréia persistente. A infecção ocorre com maior freqüência em instalações com falta de higiene, condição ambiental inadequada onde um elevado número de leitões apresenta manifestações clínica com efeitos negativos ao desempenho dos mesmos. A mortalidade geralmente é menor que 5%,porém pode atingir mais de 20% quando associada aos outros agentes.

Os leitões mais velhos e animais adultos atuam como portadores. As possíveis fontes de infecção são as fezes dos leitões infectados de lotes anteriores que permanecem nas baias, e as fezes da própria matriz infectada. A doença pode persistir no plantel por várias semanas ou meses, quando se utiliza um sistema de manejo contínuo.

Ocorre com maior freqüência nos períodos mais quentes e úmidos, pois temperatura e umidade elevadas favorecem a esporulação dos oocistos, que permanecem durante muito tempo no meio ambiente e são resistentes a maioria dos desinfetantes utilizados. Sua permanência viável no solo chega até a 15 meses em temperatura de 40 a 45°c.

Via de Infecção

A via de infecção pode acontecer nos primeiros dias de vida do leitão, sendo os oocistos esporulados ingeridos pelos leitões através de fezes infectadas,instalações e alimentos contaminados. Após 5 a 7 dias os oocistos são liberados rompendo as células intestinais parasitadas, sendo eliminado nas fezes, contaminando o meio ambiente externo. As rupturas maciças destas células levam a um quadro de diarréia, desidratação e morte.

Idade Afetada

A coccidiose afeta principalmente leitões em amamentação 8 a 15 dias de vida. A diarréia, no entanto pode se desenvolver mais cedo a partir dos 5 dias ou mais tarde, até 3 semanas de idade.

Imunidade

As observações a campo e alguns resultados de estudos experimentais nos levam a conclusão que os leitões desenvolvem resistência à isospora suis com a idade.

Importância econômica

Os oocistos danificam a mucosa intestinal prejudicando a absorção dos nutrientes da dieta, isto resulta em:

-baixo ganho de peso;

-conversão alimentar comprometida;

-predisposição a outras doenças infecto contagiosas;

-aumento da taxa de refugos;

-aumento da taxa de mortalidade.

Por se tratar de uma infecção extremamente contagiosa é necessário um controle permanente da coccidiose, utilizando anticoccidiano de forma preventiva, alem da adoção de medidas de higiene e manejo.


Sinais Clínicos

Ocorre alteração fecal que varia desde uma diarréia pastosa esbranquiçada até uma mais líquida amarelada que é mais comum em leitões de sete a onze dias de idade.

Os leitões afetados apresentam:

-desidratação;

-perda de brilho e engrossamento dos pêlos;

-redução no ganho de peso;

-alta morbidade;

-mortalidade moderada, mas que pode ser alta quando associado a outro agente bacteriano como colibacilose, rotavirose e clostridiose.

Existe estudo que isospora suis pode causar diarréia em leitões de desmame entre 5 a 6 semanas de vida ou 4 a 5 dias pós desmame. Nesse caso a mortalidade pode chegar 80-90% dos lotes.

Outros sinais importantes é a baixa resposta ao tratamento com antibióticos.


Diagnóstico

Através dos seguintes sinais:

-idade dos animais afetados;

-baixa resposta ao uso de antibióticos;

-presença de oocistos nas fezes (exame laboratorial);

-diagnóstico diferencial com clostridiose, rotavirose e colibacilose.


Medidas de Controle

Trabalhar com sistema todos dentro todos fora.

Vazio sanitário mínimo cinco dias.

Limpeza rigorosa nas salas de maternidade diariamente.

Uso de material independente para cada sala.

As fêmeas devem entrar limpas na maternidade.

Aplicar ivermectina nos 100 dias de gestação.

Usar um detergente de preferência orgânico (Biobom)

Desinfecção á base de Amônia Quaternária.

Lavar a sala com 65°c durante 15 minutos.

Passar lança chama.

Manter celas parideiras e escamoteadores secos.

Utilizar piso sólido de concreto. Piso vazado ou de madeira impossibilitam uma adequada desinfecção favorecendo a permanência do coccídeo.

Evitar contato de fezes com alimentos e água.

Realizar controle de moscas, pássaros e roedores que podem disseminar oocistos entre as baias.

O leite da porca não transmite imunidade aos leitões, mas os leitões desenvolvem forte imunidade após a infecção e resistem a reinfecção.

Usar anticoccidiano como preventivo ao 3-4 dias de vida.


Tratamento

Medicação dos leitões, via oral, com toltrazuril 20mg/kg no 3 ou 4 dia de vida. Se houver necessidade repetir entre o 7 ou 8 dia de vida. O grande segredo para evitar perdas é a prevenção com o uso de anticoccidiano.

Material cedido pela Universidade Uniquímica de Negócios.


Autor: César Valandro – Médico Veterinário, Uniquímica

Data de publicação: 11/07/2006

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DISCUSSÃO SOBRE ESTE ASSUNTO.

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 13/09/2007  
Ricardo Cruz Vargas
Zootecnista/cefet - Bambuí
Minas Gerais - Brasil
sou zootecnista responsável por uma pequena granja e estou tendo sérios problemas com coccidiose na maternidade!
Gostaria de saber se alguém sabe a diferença da coccidiose e da salmonella, em leitões, quanto aos sintomas.
obrigado, Ricardo Cruz Vargas
ENGORPART POR 20080705
 
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