É satisfatório saber que ainda tem pessoas que pensam nas diversas possibilidades da alimentação alternativa dos ruminantes, onde se inclui a cama de aves. Entre outras características a serem informadas encontra-se que esse material recebe ~50[percent] da ração que não foi convertida pelas aves (CA[equal]2:1). Ademais, cabe salientar que, com poucas exceções, as fontes protéicas utilizadas nas rações para aves é maioritariamente a soja, que não possui nenhuma restrição para ruminantes.
Cabe salientar que no Brasil, já antes das preocupações com a vaca louca, se tinha certa cautela encima da cama de aviários pelo perigo eminente que seriam as carcaças de aves mortas ou ratos dentro da cama, como potenciais causadores de clostridiose nos animais. Isto seguramente poderia ser evitado fazendo-se a seleção e peneramento do material, assim como o processo de pasteurização do mesmo por meio do seu próprio aquecimento. O processo de pasteurização pode ser realizado pela fermentação anaeróbica da cama do mesmo jeito que se faz com a silagem, preferindo-se o uso de piso de cimento e paredes para garantir maior inocuidade do material após o processo. A lona, ao mesmo que na silagem deve ser resistente, recomendando-se espessura 150microns. O tempo de fermantação poderia variar de 15 a 20 dias.
Entre as desvantagens que posso observar é que com a combustão alguns nutrientes são consumidos e outros desnaturalizados, mas também outros seriam melhor digeridos, podendo-se eliminar até algumas substâncias antinutricionais. Cabe realizar pesquisas, primeiro sobre a garantia sanitária da cama, depois, sobre seu potencial na alimentação de ruminantes. |
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