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A finalidade da nutrição animal |
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Autor: Jorge Vítor Ludke - EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves
Data de publicação: 01/01/1900
Até os dias atuais, a principal finalidade da nutrição animal é a produção, a um mínimo custo atrelado (atendendo ao princípio da economia), primordialmente, a princípios estabelecidos que não venham prejudicar a sociedade. Pois, cada vez mais é consenso de que a aplicação da nutrição animal deve obedecer a regras bem definidas e baseadas em pressupostos que são: a ecologia (sustentabilidade ambiental), a qualidade (aceitabilidade e segurança alimentar) e a responsabilidade (proteção humana, animal e ética).
A associação entre os cinco fatores que coordenam a ação dos profissionais da nutrição depende do grau de importância que a produção de alimentos de origem animal assume em determinado pais ou região. Em paises onde existe grande escassez de alimentos, os fatores ecológicos, de qualidade e responsabilidade assumem de forma nítida um papel secundário.
Um componente importante na produção animal, que não deve ser ignorado, é o grau de competição nutricional que as diversas espécies apresentam relativamente ao ser humano (Quadro 1). Nota-se que a produção de carne suína, atualmente, tem um elevado grau de competição nutricional com o ser humano. Por esse motivo, a máxima eficiência na produção da carne suína é um dos requisitos indispensáveis.
Quadro 1: Competição nutricional relativa entre a nutrição humana e as principais espécies empregadas na produção animal.

* % do alimento diretamente usável na nutrição humana.
No Brasil, a produção de suínos assume importância econômica e social porque é fundamentada na pequena e media propriedade familiar com a complementariedade das atividades agrícolas - milho, soja, suíno - e das diversas partes componentes de uma cadeia produtiva em transformação continua (suinocultor, agroindústrias e cooperativas, entre outras) que dão uma dimensão da importância e da urgência de soluções tecnológicas necessárias para a sobrevivência do maior número possível de produtores no setor. É quase um consenso, entre os nutricionistas, que algumas das soluções tecnológicas necessárias na área da nutrição de suínos são as que dizem respeito aos problemas da qualidade intrínseca da carne e ao desconhecimento das curvas de crescimento dos genótipos modernos, largamente introduzidos nos últimos anos. Hoje, tornaram-se fundamentais a identificação de fatores locais de manejo (na produção e no pré-abate) e o desenvolvimento de metodologia para elaboração de curvas de crescimento de tecidos em função da idade, peso, genética e nutrição. Os avanços dos conhecimentos nessas áreas são críticos para aumentar a produção e a qualidade da carne suína, otimizar o custo de produção, o retorno econômico dos suinocultores, indiretamente atuando na redução da poluição por excesso de nitrogênio nos dejetos e, por conseqüência, aumentar a competitividade dos sistemas de produção de suínos.
Um dos cinco fundamentos da moderna nutrição animal, a qualidade através da segurança alimentar, esta entre os assuntos recentes mais preocupantes no Brasil e no mundo. Os casos de infecções alimentares causadas por produtos de origem animal estão se tornando cada vez mais conhecidos, sendo amplamente divulgados pelos meios de comunicação. Questões importantes à saúde publica, à imagem do setor produtivo e à confiança dos consumidores nos alimentos de origem animal. A carne suína é a carne mais consumida em quase todos os paises do mundo (exceto naqueles que professam a religião muçulmana e na América do Sul). Aqui, esse fato deve-se, em parte, a cultura e a desconfiança que o consumidor ainda mantém em relação ao produto. Como conseqüência, tem-se a intranqüilidade da população, bem como o potencial descrédito dos produtores, das industrias e das autoridades governamentais, por não estarem sendo capazes de solucionar, em certos segmentos, o problema de segurança alimentar. Desta forma, a nutrição tem como meta interagir de modo eficaz com a área de sanidade, visando a máxima segurança na produção animal no campo, ausência de resíduos e ausência de patógenos nocivos ao homem. Os profissionais da nutrição animal têm a responsabilidade de empregar de modo adequado as ferramentas de que dispõem para atingir esse objetivo.
Porem, o problema é amplo e não só restrito à área de produção e industrialização de produtos de origem animal. Menos de 1% das 30 mil industrias, sem Inspeção Federal e que produzem alimentos no Brasil, adotam sistemas de controle para garantir a produção de alimentos seguros. Somente esse fato mostra que os perigos para a saúde dos consumidores veiculados por alimentos sem inspeção adequada podem não ser controlados de forma conveniente em nosso país.
Nas regiões de maior concentração de produção de suínos, independente da nacionalidade, a excessiva produção de dejetos tem afetado a sustentabilidade ambiental. E, em alguns paises, tem gerado soluções técnicas controvertidas que abalam os requisitos de qualidade (aceitabilidade e segurança alimentar) e de responsabilidade (proteção humana, animal e ética). Uma destas soluções é a recomendação de uso de dejetos de suínos para a alimentação do próprio suíno. Somente a aplicação simultânea dos cinco fatores que norteiam a nutrição animal pode atender às exigências da sociedade como um todo, contemplando as necessidades dos produtores, das industrias e dos consumidores.
Autor: Jorge Vítor Ludke - EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves
Data de publicação: 01/01/1900
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DISCUSSÃO SOBRE ESTE ASSUNTO.

| 20/06/2006 |
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| 23/03/2007 |
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Melissa Izabel Hannas Consultora Nutrição Animal/all Nutri Ltda Minas Gerais - Brasil |
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Uma das principais necessidades do setor de nutrição de suínos é o conhecimento das exigências nutricionais das diferentes genéticas. A disponibilização destas informações possibilitará avanços e a maximização de resultados zootécnicos.
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| 12/12/2007 |
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Flauri Migliavacca / Mig Plus Nutrimentos Agropecúarios Ltda - Brasil |
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Quero parabenizar o artigo do colega da Embrapa e não é crítica ao artigo, mas um alerta para o desvio do foco que outros países nos impõem.
Gostaria de contribuir com uma questão que me parece importantíssima quanto a poluição gerada pelos suínos:
A muitos anos era comum isto acontecer, (poluição) mesmo por desconhecimento e também por falta de incentivo na melhoria e conservação destas propriedades.
A suinocultura mudou GENTE, hoje ainda falta diminuir e assim disseminar os biodigestores para tão somente queimar (utilizando ou simplesmente descartando através do queimador) o gás metano para proteção da camada de ozônio.
A nossa suinocultura, de norte a sul do Brasil, gera temores imensos em toda a terra. Somos altamente competitivos. Isto assusta o mundo e por isto todos os impecilhos na venda da nossa carne, seja ela de boi, aves ou suínos.
Ocupando este espaço, assim gostaria de contribuir que nosso problema é poluição das cabeças OCAS que nos comandam, estas ONGs que proíbem e conseguem virar a cabeça dos nossos Juizes e tribunais, não deixando entrar transgênicos, e ou pior ainda, não deixando plantar. Um atraso pro nosso país e neste caso estamos realmente colaborando com a inércia desejada por muitos países que pagam estas organizações para fazer o quanto pior, melhor.
Somos reféns destas coisas bôbas e só protestam os que nada produzem. Ou voces já viram algum criador, industrial, um trabalhador (por mais humilde que seja) levantar uma bandeira e tentar fazer protesto que quer plantar uma semente transgênica? Só protestam os que jamais geraram um emprego na vida. Os que nada fazem para melhorar a qualidade de vida. Estes tem tempo e dinheiro para abrir a boca e dizer que estamos poluíndo. Dinheiro porque outros lhes remetem e estes pequenos laranjinhas obedecem.
Os avanços em tecnologia de produção de suínos, tratamento de dejetos, industrias de transformação (frigoríficos) tecnologia de produção de rações e outros segmentos ligados a cadeia aqui no Brasil, não ficamos devendo nada pra nenhum país do mundo. Proibir pesquisa de células tronco? Proibir clonagem? Isto sim é de interesse em reter e perpetuar a fome e a doença.
No momento que tivermos Laboratórios de diagnóstico de alta segurança, profissionais comprometidos com estes diagnósticos, sai da frente......
Nossos suínos e nossas criações são excelentes, vamos publicar pro mundo saber que possuímos SOl, TERRA, ÁGUA, em abundância e sem poluição, podemos assim matar a fome do mundo, com comida de alta qualidade e mais barata que qualquer outro país.
Falo isto porque conheço suinocultura em mais de 20 países. Nós somos os melhores. |
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ENGORPART POR 20080725
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